PATRIMÓNIO TURÍSTICO

Ermida de S. Sebastião
Igreja do Divino Espírito Santo
Igreja do Senhor Jesus da Misericórdia
Casa e Ermida de Santo António Quinta de Páteo D’ Água
Quinta do Saldanha e Ermida do Senhor Jesus dos Aflitos
Edifício dos Paços do Concelho
Edifício da Assembleia Municipal e Galeria Municipal
Casa Mora actual Museu Municipal

Moinho de Vento do Esteval
Moinho de Maré
Praça da República
Cinema Teatro Joaquim D’Almeida
Parque Municipal Carlos Loureiro
Praça de Touros
Biblioteca Municipal Manuel Giraldes da Silva

 

 

Ermida de S. Sebastião

Construção do século XIV, com posteriores reconstruções. Tradicionalmente referenciada como a mais antiga da Cidade, foi desde a sua edificação propriedade do Concelho, tendo a sua manutenção sido sempre da responsabilidade do Município. Foi sede de paróquia até à construção da actual Igreja Matriz, e ao longo da sua existência sofreu profundas remodelações arquitectónicas.

Provavelmente, durante o século XVI, sofreu obras de remodelação, cujo único vestígio que chegou aos nossos dias é o arco triunfal, formado por colunas torsas ornamentadas com florões e cordames.

Edifício desde sempre marcado por uma forte austeridade conforme se pode constatar pelas descrições existentes, foi no século XVII intervencionado tendo adquirido a estrutura sóbria e despojada que caracteriza a arquitectura maneirista chã. Em termos exteriores a fachada é rematada por empena angular em cornija, encimada por um óculo quadrilobado, exibindo ao centro um portal de moldura recta, flanqueado por duas pequenas janelas gradeadas.

 

 

 

 

 

 

Igreja do Divino Espírito Santo
Matriz de Montijo

Construção do início do século X V, com posteriores reconstruções.

Entre 1528 e 1534 sofreu obras de remodelação, sendo dessa altura a construção da abóbada da capela-mor em alvenaria de características manuelinas, cujas chaves de pedraria ostentam ao centro, um vaso florido e nos bocetes secundários motivos vegetalistas.

No século XVII foi profundamente remodelada, sendo desta altura a edificação da segunda torre, a abertura das portas laterais, a construção do guarda vento bem como da arcaria interna que a divide em três naves de abóbada de berço separadas por arcos de volta perfeita e quatro colunas toscanas. Nova campanha de obras, desta vez no século XVIII, revestiu-a de um belo conjunto azulejar que se desdobra em duas grandes temáticas iconográficas – a vida da Virgem, a intervenção do Espírito Santo e as prefigurações eucarísticas. O portal principal apresenta-se com uma estrutura quadrangular ladeado por duas colunas coríntias sendo sobrepujado por um frontão triangular com três pináculos piramidais sem qualquer decoração, anuncia um janelão gradeado que ilumina o coro. O portal lateral sul diferencia-se do principal por apresentar uma decoração jónica nas impostas do arco e nas colunas que o ladeiam. Todo o conjunto é rematado por um frontão decorado axialmente por relevos: a pomba do Espírito Santo envolta num medalhão circular ladeada por dois querubins, símbolos da perfeição espiritual.

Imóvel de Interesse Público – 30/11/1993

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Igreja do Senhor Jesus da Misericórdia

Construção do século XVI, com posteriores reconstruções De estrutura chã muito simples e obedecendo a um plano construtivo bastante modesto, a sua edificação foi autorizada por carta régia de D. Sebastião, em 1571.

A igreja apresenta uma fachada com telhado de duas águas onde se destaca o portal principal de gosto maneirista rematado por um frontão triangular, sobre o qual se abre o janelão gradeado do coro.

Coroando todo este conjunto encontra-se um pequeno registo de azulejos polícromos de padronagem tipicamente seiscentista representando uma cena religiosa figurando a Eucaristia (uma custódia sustentada por anjos entre nuvens). Interiormente o edifício é de uma só nave com abóbada rebaixada onde se destaca o púlpito em pedra da Arrábida de linhas maneiristas, a capela-mor tem a particularidade de ser mais baixa e estreita do que o restante corpo da igreja e possui o tecto em abóbada de berço.

No século XVII foi o interior da mesma revestido até 2/3 de altura com azulejos de padronagem tipo tapete de grande impacto decorativo em tons de azul e amarelo completado com barra de guarnição e bordos de cadeia que percorrem toda a nave. Durante as obras de restauro ocorridas no último quartel do século XX foi descoberto no interior do nicho da tribuna do altar-mor um dos antigos painéis do retábulo maneirista figurando a Visitação da autoria de Tomás Luís.

No pavimento da capela-mor encontra-se ao centro do supedâneo do altar a sepultura quinhentista do primeiro provedor da Santa Casa, Nuno Alvares Pereira.
Imóvel de Interesse Público – 30/11/1993

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Casa e Ermida de Santo António Quinta de Páteo D’ Água

Conjunto edificado no século XVI, com posteriores reconstruções. Da construção original da casa, hoje em dia, poucos vestígios existem, uma vez que ela se enquadra presentemente no chamado estilo da casa portuguesa, resultante do projecto reconstrutivo da autoria do arquitecto Pardal Monteiro datado de 1919, mas só levada à prática na década de quarenta do século XX pelo seu último proprietário o Comandante Santos Fernandes. O edifício principal apresenta-se-nos assim actualmente com um telhado com beirais e mansardas, janelas com rótulas e a nível decorativo diversas aplicações de azulejos, tendo na fachada do torreão um registo figurando Santo António.

Em relação à ermida cujo orago é Santo António de edificação quinhentista, foi autorizada a sua construção em 1564 pelo rei D. Sebastião, tendo sofrido alterações posteriores. Do edifício original somente chegou aos nossos dias o pequeno nicho existente na capela-mor revestido de azulejos verde escuro e branco onde eram depositadas as galhetas.

Em 1744 foi profundamente remodelada por Francisco Novaes Casado Pimentel de Faria e Cerveira, cuja pedra de armas se encontra no interior sob o arco que separa a capela-mor de nítida influência setecentista, da nave da ermida cuja porta principal se encontra na fachada lateral voltada para o exterior. Com o cataclismo de 1755 a ermida sofreu grandes danos, pelo que foi reconstruída em 1789 por Simão Neto Pereira Pato de Novaes Pimentel conforme se deduz pela inscrição contida numa lápide existente na mesma. Com a intervenção do arquitecto Pardal Monteiro a ermida foi remodelada tendo sido construído interiormente o coro, na fachada a rosácea com vitral dedicado ao orago bem como o campanário, e a galilé.

Imóvel de Interesse Público – 19/02/2002

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quinta do Saldanha
e Ermida do Senhor Jesus dos Aflitos

Conjunto edificado no século XVI, com posteriores reconstruções. Instituído no século XVI por Duarte da Gama o morgadio enquadrava-se na tipologia das construções daquela altura dedicadas à exploração agrícola e existentes nos arredores de Lisboa. Originalmente a propriedade era constituída por diversas construções destinadas ao uso agrícola, pela casa principal de dois pisos, um oratório onde se dizia missa, jardins com flores, horta, vinhas e pomar, salinas e um moinho de maré de quatro mós. Do conjunto destacava-se o portão principal sobre o qual se encontravam as armas do seu instituidor, ou seja Duarte da Gama que hoje em dia ainda se podem observar. A ermida, de nave única revela uma preocupação estética que não se encontra na casa. O seu interior é de grande simplicidade destacando-se o arco triunfal que separa a capela-mor do resto da ermida. Na capela-mor observa-se um retábulo de madeira polícroma com frontão triangular de características neoclássicas decorado no vértice e no tímpano, onde se pode observar uma belíssima imagem de Cristo crucificado em marfim de modelo agonizante que remonta possivelmente ao século XVII-XVIII e é um notabilíssimo trabalho indo-português.

Embora a sua anterior invocação fosse Nossa Senhora das Dores conforme se pode constatar pelo medalhão existente sobre o portal principal, a actual invocação reflecte a enorme devoção popular à imagem do Salvador Crucificado sob a denominação do Senhor Jesus dos Aflitos.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Edifício dos Paços do Concelho

Construção do século XIX, com posteriores remodelações O actual edifício dos Paços do Concelho, construção de monumentalidade compacta, foi edificado inicialmente para albergar a Cadeia, o Tribunal e as instalações da Administração do Concelho da Repartição de Finanças do Concelho de Aldeia Galega do Ribatejo e a primeira escola pública comercial. Concluído em 1 de Julho de 1878, conforme se pode constatar pela data no gradeamento da bandeira sob a porta principal, o imóvel de dois pisos e planta quadrangular, possuía um pátio interior descoberto para uso dos presos e um arco com sino no telhado nascente usado para regulamentar as actividades usuais num estabelecimento prisional da época. Ao nível exterior, o edifício ostenta na fachada principal, cinco varandas no primeiro andar e é rematado por um frontão triangular onde foi colocada uma pedra de armas. Teve também quatro remates piramidais hoje em dia desaparecidos. Em 1964, foi adaptado para nele serem instalados os Paços do Concelho de Montijo, que foram solenemente inaugurados em 1 de Julho de 1967, função que ainda hoje em dia desempenha, sendo dessa altura o revestimento azulejar que o edifício possui interiormente, bem como a composição armoriada com motivos vegetalistas que se encontra ao cimo da escadaria representando as armas da então Vila de Montijo.

 


 

 

 

 

 

Edifício da Assembleia Municipal e Galeria Municipal

Construção do século XVIII, com posteriores remodelações Construído no século XVIII como residência particular, perfeitamente integrada na malha arquitectónica da zona em que se integrava foi em 1780 arrendado pela Autarquia. Em 1800 foi adquirido pela Câmara, que só conseguiu a posse plena do imóvel em 1806 altura em que a Autarquia procedeu a obras de remodelação da fachada do edifício com vista a dotá-lo de um aspecto mais nobre, pelo que lhe foram acrescentados um frontão triangular, as cornijas, as pilastras, os remates piramidais encimados por uma pinha, duas goteiras em forma de gomil e as varandas que lhe vieram dar um ar neo-clássico. Aqui estiveram instalados os Paços do Concelho até 1965 altura em que transitaram para o actual edifício. Em 1999, algumas obras de remodelação interiores vieram dotar o edifício de modernas condições para poder albergar no piso superior a sala de reuniões da Assembleia Municipal no piso inferior a Galeria de Arte Municipal e onde funcionou a Junta de Freguesia.

 

 

 

 

 

Casa Mora
actual Museu Municipal

Construída na segunda metade do século XIX, para residência particular de Domingos Tavares grande proprietário rural natural de Aldeia Galega foi concluída em 1875 conforme se pode constatar pela data inserta no gradeamento sob a entrada principal. Para a sua construção teve o proprietário de demolir duas casas já existentes e também de sua pertença. Edifício construído ao estilo francês da época do II Império, ostenta uma fachada revestida por painéis de cantaria e possui também um elegante trabalho de ferragens, nomeadamente nas varandas, e nas grades das janelas do rés de chão. Possui ainda ao nível do telhado um curioso lanternim decorado com vidros coloridos e uma platibanda extremamente equilibrada onde existiram em tempos quatro estatuetas hoje em dia desaparecidas.

Relativamente ao interior da casa são de destacar o magnífico trabalho em estuque dos tectos das divisões do 1º andar do imóvel bem como as pinturas a fresco das paredes da casa de jantar.

Adquirida na década de 80 do século XX pela Autarquia com vista a albergar a Biblioteca Municipal Manuel Giraldes da Silva tornou-se, em 1993, após a saída da mesma Sede do Museu Municipal.

O edifício é popularmente conhecido por Casa Mora em virtude do casamento de uma filha do seu antigo proprietário com o Dr. Manuel Justiniano Mora.


 

 

 

 

 

Moinho de Vento do Esteval

Construído no início do século XIX, mais precisamente em 1826 conforme se pode constatar pela data no interior do mesmo, estava integrado numa vasta propriedade agrícola denominada Quinta do Moinho Velho.
Deixou de funcionar no princípio do século XX após 75 anos de laboração, tendo sido restaurado pela Autarquia no ano 2000 com vista a torná-lo num espaço museológico.

Construção robusta constituída interiormente por três pisos, sendo o térreo para guardar o cereal para moer, o intermédio onde se aloja parte do engenho, sendo utilizado também como habitação do moleiro e o último onde se encontra um par de mós bem como o mecanismo necessário ao bom funcionamento do mesmo.

Sob a porta de entrada voltada ao nascente podemos observar um pequeno registo de azulejos dedicado a Nossa Senhora de Atalaia, curiosamente direccionado para o Santuário da mesma, invocação que tem grandes tradições religiosas nesta zona.

 

 

 

 

 

 

 

Moinho de Maré

O Moinho do Cais foi inaugurado pela Autarquia em 29 de Junho de 2005, o documento mais antigo que se conhece sobre este moinho data de 1645. Através do lintel da porta, que representa as Armas de Santiago, verificamos que este moinho pertencia à Ordem Militar de Santiago. Este foi muito importante, tendo sido um dos maiores de Montijo, faz parte dos moinhos do estuário do Tejo testemunhos de uma intensa actividade comercial e económica que se estendeu desde Seixal, Barreiro, Montijo e um caminho de passagem entre o Norte e Sul de Portugal. Encontramos três tipos de Moinhos no concelho de Montijo, moinho de vento, moinho de água e moinho de maré. Os moinhos de Maré são invenções da engenharia medieval, época em que se verifica o surgimento de Proto – Indústrias. Tratam-se de Industrias primitivas de carácter artesanal que podem ser descritas como Indústrias manufactureiras, que aproveitavam novas fontes de energia renováveis.
 

 

 

 

 

 

 

 

Praça da República

Até 1910 chamava-se Praça Serpa Pinto, com a Implantação da República passou a chamar-se Praça da República. Com o passar dos anos sofreu algumas alterações de carácter paisagístico e arquitectónico a última dos quais 2001 que lhe deu o actual aspecto.

Coreto

Inaugurado em 1926, o Coreto da Praça da República foi construído por subscrição pública, com iniciativa da “Comissão de Briosos Amigos da 1º de Dezembro”, sob orientação do Padre Gomes Pólvora, Prior da época, seu sócio e grande amante de Música.

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

Cinema Teatro Joaquim D’Almeida

O Cinema Teatro Joaquim d’Almeida foi inaugurado em 1957, com projecto do arquitecto Sérgio Gomes, o edifício de linhas sóbrias, ao gosto dos anos 50, tem peças escultóricas da autoria de Martins Correia e de José Farinha, aliando o talento às artes, representam as musas inspiradoras – Teatro, Poesia, Dança, Musica e Talento. Adquirido pela autarquia em 1999 foi objecto de uma profunda remodelação sendo reinaugurado em 2005. Com uma programação diversificada, o Cinema Teatro Joaquim d’Almeida, espera receber, brevemente, a sua visita.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Parque Municipal Carlos Loureiro

Homenagem a Carlos Hidalgo Gomes de Loureiro (líder do executivo de então), por ter sido o impulsionador e realizador desta obra, o grande “pulmão” da cidade. Projectado em 1956, pelo conceituado arquitecto paisagista Professor Francisco Caldeira Cabral (1908-1992).

Com cerca de 4 hectares e com árvores da flora nacional (Carvalhos, Sobreiros, Ulmeiros, Amieiros, Choupos e Freixos até Olaias e Tílias), é um aprazível espaço verde, com amplas áreas de relvado, área desportiva, bar e recantos mais intimistas.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

Praça de Touros

Outrora situada no local onde hoje existe o Cinema Teatro Joaquim de Almeida, a velha Praça de Touros do Montijo foi demolida em 1950.

De imediato, a Comissão Pró-Praça de Touros, procedeu à sua substituição, financiando, com o esforço de todos os elementos, uma nova Praça, inaugurada com pompa e circunstância, em 1957, incluindo uma corrida de touros “à antiga portuguesa”, cuja música ficou a cargo das bandas da Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro e da Banda Democrática 2 de Janeiro.
 

 

 

 

 

 

 

 

Biblioteca Municipal Manuel Giraldes da Silva

A Biblioteca Municipal Manuel Giraldes da Silva, edifício adaptado do edifício Municipal Casa dos Magistrados, está implantado no centro da cidade de Montijo, sendo por isso local muito acessível, enquadrado naturalmente num espaço de actividades, comércio e serviços.

Respeitando os modernos princípios da leitura pública, a arquitectura interior foi projectada no sentido de adequação do espaço à polivalência de funções culturais que competem às Bibliotecas Públicas.

Horários de Funcionamento (Encerra ao Domingo)

De 1 de Outubro a 30 de Junho
2ª e Sábado - das 14h00h às 19h00 3ª a 6ª feira - das 10h00 às 19h00

De 1 de Julho a 30 de Setembro (Horário de Verão)
2ª e Sábado - das 14h00 às 19h00
3ª a 6ª feira - das 10h00 às 12h30 / 14h00 às 19h00

Polo da Biblioteca Pública Municipal no Esteval

Inaugurado em Junho de 2006 e com uma área útil de 100 m2, o referido espaço, sito no Centro Cívico do Esteval, é materialização de um novo conceito de cidade, isto é um Montijo inclusivo e solidário.

É um espaço aberto que presta vários serviços gratuitos à comunidade onde está inserida: leitura, apoio e orientação bibliográfica, internet, audio-visual, animação cultural.


Horário de Funcionamento

Dias úteis das 15h00 às 19h00